Danton – O Processo da Revolução
Logo no comeco do filme:
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Os fiscais estavam com o barrete frigio vermelho na cabeca (simbolo da revolucao)
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Danton passa numa carroca e olha atentamene para a Guilhotina que esta suja de sangue
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a crianca despida (a nova franca advinda da revolucao) diante da mae (revolucao) eh obrigada a recitar versos da Declaracao Universal dos Direitos do Homem, quando nao o faz de forma correta sofre punicao pela mae. Ou seja, a crianca representa a nova Franca que, se nao seguir os tracos correto podem ser corrigidos pelos seus lideres
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ao abrir as cortinas, a mae, traz luz.
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uma pessoa que passa a pe na fila do pao, estava a caminho da guilhotina
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Danton é um grande lider popular
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Os escritos de Danton sao uma afronta aos intresses de Robespierre, que representa o governo revolucionario. Ou seja, Danton é mais revolucionario ainda.
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Saudacoes e Fraternidade
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destruiram a grafica onde os impressos de Danton estavam sendo impressos. Onde esta a liberdade de expressao?
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Enquanto o povo sofre com a pobreza, falta de pao, Robespierre se da ao luxe de ter barbeiros e de se produzir luxuosamente. Contrario ao que estava passando o povo. Isso que Danton questionava.
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Desmolious é um aliado de Danton. Mas mais radical ainda.
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A nova elite passou a tratar o povo comum da mesma forma que era tratado pela nobreza antes.
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Na assembleia, é visivel que o lado direito é mais vazio que o esquerdo.
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Pelo pais se faz qualquer coisa. Ou seja, eles (o governo da convencao) acham que a vontade deles é a correta e fazem qualquer coisa para manter-se no poder.
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Todo individual excepcional é superior å massa. (Danton)
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Aviso a Robespierre: separados cairemos os dois.
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Danton se vangloria por ter o verdadeiro poder: o da rua.
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Passam por cima da lei para fazer fazer a valer a vontade deles
- O processo a que Danton foi submetido era um processo politico que tem uma mecanica diferente do processo judicia. No processo politico, os que dominam o poder
Resenha
Fonte: Fonte: http://www.planocritico.com/critica-danton-o-processo-da-revolucao/
A principal característica da filmografia de Andrzej Wajda são as constantes críticas à opressão e governos totalitaristas, algo que pode ser verificado no ótimo O Homem de Ferro. Mesmo em sua fase francesa, o diretor não abandonou seus ideais e nos presenteia com Danton- O Processo da Revolução, uma obra que, além de fazer essas críticas, apresenta o embate ideológico entre dois personagens importantes da revolução francesa.
A obra mostra Danton (Gérard Depardieu), um dos líderes da revolução, que enfrenta o governo na tentativa de mudar a situação. Confiando no apoio popular, ele entra em choque com Robespierre (Wojciech Pszoniak), seu antigo aliado, mas acaba sendo levado a julgamento.
O filme inicia 11 anos após a revolução francesa, a república já está estabelecida e a democracia é feita através dos comitês. Apesar de parecer um cenário promissor, Wajda, inteligentemente, logo na primeira cena, insere o tom de sua obra, mostrando uma carruagem aproximando-se da entrada de Paris e sendo abordada por guardas, enquanto a paleta de cores escura ressalta como o clima na França é de terror. Esse ambiente inseguro e de vigilância serve de motor para a trama. Portanto, vemos Danton questionando as decisões do governo enquanto Robespierre defende o país a qualquer custo, servindo para exemplificar os dois lados naquela disputa, o do povo e o dos governantes.
Além do confronto ideológico sobre o futuro da França, Danton e Robespierre mostram duas visões opostas entre os revolucionários, a que ainda se importa com o povo e outra que se deslumbrou completamente com o poder. Aliás, o longa adquire um tom crítico com relação àqueles governantes, destacando como passaram a tomar atitudes que antes condenavam sobre o pretexto de ser pelo bem da nação. Portanto, as mesmas pessoas que condenavam os privilégios da elite moram em casas enormes e luxuosas, desfrutando do bom e do melhor, enquanto os cidadãos precisam passar horas na fila do pão, medida adotada pelos governantes para frear as manifestações contra-revolucionários, que eles dizem ser “contra o povo”, ou será contra seus interesses?
Mais do que mostrar o deslumbramento que alguns revolucionistas tiveram com o poder, o roteiro, escrito por Jean-Claude Cirrière, Jacek Gasiorowski, Agnieszka Holland e Andrezj Wajda, é perfeito em destacar como os ideais que motivaram a revolução francesa, liberdade, igualdade e fraternidade, foram ignorados por estas mesmas pessoas que lutaram por eles anos antes. Há uma cena, por exemplo, onde uma gráfica é destruída porque os jornais impressos ali continham artigos anti-governo, representando a quebra da liberdade. Já o fim da igualdade pode ser visto quando Danton é julgado, uma vez que, não é concedido a ele os direitos previstos na lei, sem contar que o júri é manipulado para condená-lo. Por fim, a partir do momento que Robespierre diz que não pretende agir para dar felicidade às ruas fica claro que fraternidade também não é um dos objetivos dos governantes.
Além do ótimo roteiro, o embate entre Danton e Robespierre funciona graças a grandes atuações de Gérard Depardieu e Wojciech Pszoniak e ambos conseguem transmitir com precisão a essência de seus personagens. Depardieu traz uma composição mais eloquente, mais gesticulada, mostrando o pouco refinamento de Danton e como ele assemelha-se mais com o povo do que com os governantes. Já Pszoniak mostra-se mais contido em seu papel, mas transmite em Robespierre um olhar de superioridade, demonstrando através de suas falas firmes que irá até o limite para conseguir o que quer.
Tecnicamente o filme é extremamente eficiente em recriar o início do século XIX, através de cenários e locações que evocam com eficiência o período. O mesmo pode ser dito para o figurino que, além de representar a época, cria contrastes entre os personagens, deixando Robespierre intimidador com seu casaco preto e Danton acolhedor com sua larga manta marrom. Já a trilha sonora mostra-se extremamente melancólica e pessimista, ressaltando como, apesar do sucesso da revolução, o futuro no país não é promissor.
A direção de Wajda opta aqui por usar vários planos médios e planos gerais, visando enquadrar mais de um personagem e assim valorizar o misancene. O diretor traz ainda alguns travellings laterais que servem para dinamizar determinados momentos e transmitir informações, como na cena em que Robespierre é questionado por seus colegas e a câmera lentamente o desloca do lado esquerdo para o centro do quadro, destacando como ele comanda aquele ambiente.
Conhecido por suas obras que se opõe ao totalitarismo, Wajda alcança aqui o auge de sua carreira, com uma obra que mostra como governos, por mais bem intencionados que sejam, podem se corromper facilmente com o poder. Além disso, fica claro aqui que o discurso populista e que se diz á favor da população, as vezes, não passa de uma fala para defender benefícios próprios.
Danton – O Processo da Revolução (Danton) – França, Polônia, Alemanha, 1982
Direção: Andrzej Wajda
Roteiro: Jean-Claude Cirrière, Jacek Gasiorowski, Agnieszka Holland, Andrezj Wajda
Elenco: Gérard Depardieu, Wojciech Pszoniak, Anne Alvaro, Roland Blanche, Patrice Chéreau, Emmanuelle Debever, Krzysztof Globisz, Ronald Guttman, Gérard Hardy, Tadeusz Huk, Stéphane Jobert, Marian Kociniak
Duração: 136 min
Fonte: http://www.planocritico.com/critica-danton-o-processo-da-revolucao/
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